Tudo Azul! Um Chevette 1975 no Torneio de Regularidade em Interlagos.

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“E ai Milton? Vai ter Regularidade dia 2 de Abril, vamos por o Chevette de novo na pista?”

Oferecer banana para macaco é covardia.

“Simbora Paulo!”

“E, por que não chamar o Marco Antônio Oliveira para navegador? Ele vai gostar!”

Bom, idéia do Team Manager, a gente acata. E assim começou a farra.

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Para quem não está entendendo nada: Prazer, Milton Pecegueiro Rubinho. Um menino de 31 anos que gosta de dirigir, e de correr, assim como muitos que frequentam o Final Spec. E que ainda tem a pachorra de achar que entende tanto dessas coisas, como de se enfiar até a testa na graxa (as vezes, literalmente…).

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Paulo Levi, o Team Manager, é proprietário do Chevette 75 o qual tenho utilizado nas provas do Torneio Interlagos de Regularidade. E que carrinho, virgemaria! Receitinha básica de época, mas para dar susto em muito carro maior. E um chão que só quem guiou e aprecia os Chevettes, sabe. Como o…

Mirtao

…Marco Antônio Oliveira, AKA MAO do AutoEntusiastas e navegador na epopeia. Escreve bem para burro, e é engenheiro de formação (assim como eu… a parte de engenheiro, não da escrita).

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Convite feito, detalhes ajeitados, carro que eu já conhecia de outra prova corrida a la pioggia (para não dizer que foi um aguaceiro brabo), vamos nós para a pista sábado de manhã!

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Vale salientar uma coisa: sempre gostei dos textos do MAO. Mesmo. Porém, sempre achei que o cara era tipo enterro de anão e perna de muçulmana. Todos sabem que existe , mas ninguém que você conhece, viu…

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…e eu conheci o cara. Gente boa. Louco igual nós, igual eu, você, igual qualquer um que goste de carro mesmo. Pouco antes disso, havia encontrado o Team Manager, o grande amigo Thiago Marinelli e o David, mano gente boa que está virando habituèe do Autódromo.

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E, sabendo que o MAO teve 2 Focus 1.6l Zetec Rocam (igual um certo manco que possuo), falei para ele dar uma volta no meu. E fui retribuído com uma gentileza: Uma volta na BMW 328 Touring dele.

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Bom, com Marinelli, Paulo e o próprio MAO a bordo, dei uma voltinha na área interna do autódromo. Com direito a zerinho(!). Alá, nunca pega RWD, muito menos com 6 cilindros em linha urrando, e quando pega faz dessas. Muleke é f…

E, após um tempo de espera, Briefing, muita conversa e risadas, encontrar os amigos de pista, um calor senegalês(e eu de macacão, delicia… #sqn), lá vamos nós para a pista.

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Começamos ainda nos entendendo, eu, MAO, e Chevette. Mas, aos poucos, fomos indo. Afunda mais na freada, leva mais longe o motor, será que da para ir até 6000 RPM?, entra nessa com marcha mais acima, aquela freia antes para fazer mais redondo, troca tapa com um Oggi encardido de pista e uns Pumas e Fuscas bons de motor, e… Ih c@$#@*, cadê o freio que estava aqui?

Mesmo usando Pentosin Racing DOT 4, chegamos no fim da reta oposta, após 8 ou 10 voltas, com o pedal almost on the floor. Mas, o pedal que não deveria estar lá.

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Assim, 3 voltas de resfriamento do conjunto, sentindo se o pedal voltava, e pau puro again. E S do Senna freando onde dá, trepando na zebra da primeira perna como se pode, dando gás onde se pode, fazendo a curva do sol no limite, fazendo os 175/70R13 Michelin XM2 urrar, xingar, gritar e espernear. Para sorrisos incontidos debaixo do capacete, tanto meus, quanto do MAO.

E, a cereja do bolo? Um X num carro na ultima volta, no mergulho. Daqueles que te faz crescer cabelo no peito. E assim, foram os 45 minutos que vivi nesse fim de semana na pista.

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Para quem não sabe lá muito bem o que cazzo é uma Prova de Regularidade, é assim: 1 hora de pista para carros de rua ou de pista, antigos ou modernos, e a classificação, diferente de um evento de TrackDay, onde o mais rápido ganha, é feita em cima de voltas percorridas num mesmo tempo. Ou seja: ganha quem fizer mais voltas, mais perto de um tempo determinado. No caso do Chevette, estabelecemos 2.35.000, e até não estávamos mal. Porém, a perda de freio nos fez andar em ritmo muito mais lento do que vínhamos, o que nos derrubou na classificação.

Uma vantagem que eu vejo, para quem está iniciando em pista, de andar numa prova dessas, é que os tempos de volta são mais lentos que em um TrackDay. Assim, fica mais fácil para aprender.

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E, ai vocês perguntam, ” A despeito do freio, e o Chevette?”

Uma delicia de carrinho! Um conjunto motor/câmbio finalizado em 1986 (para trucar aquele vizinho chato que fala “fica mexendo no motor, essa encrenca vai quebrar”), com uma preparação oldschool contando com Weber 460 no carburador, comando importado, cabeçote Paula Faria e escape dimensionado 4×1 Dudu, cambio de 5 marchas e diferencial transplantados na época de um Chevette 1983, e molas mais rígidas. Cara, como é saboroso esse conjunto! Perdoa cada abusada e está ali, sempre dócil!

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O resultado? Sendo bem sincero, um pouquinho decepcionante. 8º colocado entre 11 duplas. Afinal de contas, era regularidade, não um trackday. Mas… Como não guardar memórias tão boas dessa manhã/tarde em Interlagos? Memórias tão legais quanto as fotos do Marinelli? Dificil, não?

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N. E: Fica aqui o agradecimento ao “Miltão” pelas palavras, elogios camaradas e pelo convite de vivenciar esse evento muito bacana, ao Paulo Levy e ao MAO pela compania e pelas caronas que tornaram esse dia inesquecível. Até a próxima!

 

 

 

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